A pandemia instalada com o novo coronavírus virou a vida de todos de cabeça para baixo.

Cada um com suas limitações e oportunidades, mas a verdade é que todos precisarão se organizar, pois ainda não sabemos quanto tempo ainda precisaremos viver em distanciamento social e muitas famílias ficarão com os recursos reduzidos.

Confira 6 dicas para organizar sua vida financeira, mesmo no caos:

1. Liste suas rendas e seus gastos
Como primeiro passo para organizar a vida financeira, especialistas em finanças indicam anotar todos os gastos, por um mês, para visualizar um cenário completo. Como muita gente está trabalhando de casa e com uma rotina diferente, a sugestão é tirar algumas horas para reunir holerites, comprovantes de pagamento, extratos de bancos, faturas de cartões de crédito, boletos, cobranças e carnês dos últimos três meses.

Em um papel, uma tabela no computador ou no celular, liste os ganhos, as despesas fixas e essenciais do mês e também os gastos variáveis, de estilo de vida e supérfluos.

Ao analisar os extratos do cartão ou débitos na conta, você pode se deparar com gastos recorrentes, que devem ganhar uma linha especial: o cafezinho depois do almoço, o lanche da tarde, as baladas, o salão de beleza ou barbearia, etc.

No final, faça a soma de quanto dinheiro está entrando mensalmente, de quanto você está gastando com o que é essencial, com o que é variável e até mesmo dispensável.

2. Liste todas as suas dívidas
O passo seguinte é criar uma nova coluna para listar todas as dívidas que estão consumindo parte do seu orçamento – ou que estão paradas, aguardando você tomar uma atitude: empréstimos, parcelamentos, negociações, boletos atrasados, mensalidades, faturas do cartão, cheque especial, etc.
Fazer essa lista pode ser assustador, especialmente para quem não consegue entender como se colocou em uma situação de endividamento. No entanto, é o choque essencial para planejar os próximos passos.

3. Renegocie as dívidas mais urgentes e organize as demais
Dívidas urgentes são aquelas que vão desestabilizar a vida da família. Se tem atrasos com aluguel ou financiamento da casa, procure a imobiliária ou o banco para mostrar seu empenho em resolver.
Faça o mesmo com contas básicas como água, luz, telefone e até mesmo a escola dos filhos.
Antes de falar com credores, é importante preparar propostas de pagamento que estejam dentro do seu orçamento. Não adianta entrar em uma renegociação de dívida que você sabe que não conseguirá cumprir.
Da mesma forma, ligue para bancos e instituições financeiras para renegociar financiamentos e parcelamentos. O momento de juros mais baixos na economia é perfeito para isso. E não hesite em procurar a portabilidade da sua dívida para uma instituição que ofereça condições mais favoráveis, caso o gerente não lhe ofereça um bom negócio.

4. Organize seu orçamento de forma racional
Após um período de consumo mais consciente e corte de excessos, sua lista de ganhos e gastos estará atualizada e você pode organizar seu orçamento de forma mais racional. Especialistas em finanças pessoais criaram a regra 50-30-20, uma fórmula simples que divide os gastos em três categorias:
– 50% para gastos essenciais, como moradia (aluguel, financiamento da casa, condomínio, água, luz, manutenção), educação, saúde, alimentação nos dias úteis e transporte;
– 30% para os gastos variáveis, supérfluos e do estilo de vida, como cuidados pessoais, celular, combustível do carro, academia, internet, TV a cabo, lazer, diversão, alimentação no final de semana e compras;
– e 20% para pagar dívidas e investir para metas de médio e longo prazos e para o futuro.
As proporções podem variar um pouco, mas o ideal é tentar mantê-las nesse patamar. Por exemplo, reduzir os gastos com supérfluos e estilo de vida enquanto você estiver pagando dívidas, mas não deixar de investir, ao menos, 10% quando a situação começar a se normalizar.

5. Estabeleça metas e prioridades
Definir metas é uma forma prática de manter o foco nas coisas importantes, sejam os desejos de consumo, como comprar um novo smartphone ou trocar de carro; as realizações, como fazer uma viagem com a família ou pagar os estudos dos filhos; ou planejar uma aposentadoria com conforto.
A primeira dica é estabelecer suas metas de curto, médio e longo prazos da forma mais objetiva possível, com período e o valor planejado. Depois da ajuda da família para sair das dívidas, esse foco motiva a todos para seguir reduzindo gastos e controlando o consumismo em nome de prioridades e objetivos maiores.

6. Crie sua reserva de emergência e comece a investir
Com dívidas pagas e encaixadas no orçamento mensal, é hora de começar sua reserva de emergência. Especialistas em finanças pessoais defendem o equivalente a três até seis meses de renda reservados. Independentemente do valor, o ideal é começar. Especialistas dizem que com R$100,00 já podemos começar!!
Estamos em um momento de grande preocupação, mas a a vida deve voltar à normalidade em alguns meses. Com organização e foco na sua saúde financeira, é possível começar a planejar um futuro com mais segurança e conforto para você e sua família.

Texto: ValorInveste